segunda-feira, 16 de junho de 2008

Ao Amor Antigo


O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
a antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.
[Carlos Drummond de Andrade]


[...] como eu realmente não queria está sentindo esse sentimento, que só me faz me mahchucar , cada vez que penso-o!Mas será sinto amor ou desejo de posse? Ai ai!!Que ruim sentir sentimentos que não nos faz bem, porém nos ensinam muito!
Mas a vida infelizmente não é só feita de coisas boas, quem me dera que fosse!! Mas ao mesmo penso num paradoxo: como aprenderiamos a ser pessoas melhores, ou como lidar com o amor?
QUando penso que já sei de todas as respostas, vem a vida e muda as perguntas!
As vezes me sinto tão podre de esperanças. Mas tenho amigos pra mudar minha situação e isso me faz mais feliz!! Ao amor antigo só me resta a saudade, pois valeu a pena!

Um comentário:

Anônimo disse...

Eeeita que só com o título eu já vi tudo!
haahah
bjos, querido!