Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.
[Clarice Lispector]
[...] Lispector escreve de si, mas ao mesmo tempo escreve sobre tanta pessoas, inclusive sobre a minha propria pessoa.
Uma autora que não se limita ao escrever facil para as pessoas entenderem...mas para penserem no que estão lendo.
Sua linguagem é dificil isso não resta duvidas, porém com uma subjetividade que vai além do entender! Uma inovação!
Foto: Bruna M.


Um comentário:
Fechô!
Fechô de cadeado Pado.
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